domingo, 28 de fevereiro de 2010

Happy Holi with Delhi belly

Para despedida de Jaipur fomos festejar um bocadinho o Holi.
O Holi é uma das maiores festas em toda a Índia. O país pára. Celebra-se o princípio da primavera a atirar pó colorido a quem passe, amanhã é que é o dia do Holi, mas as festas começam dias antes. 

 

No chão, por toda a cidade vêem-se restos de pó azul, cor-de-rosa, amarelo e grande parte das pessoas tem a cara e corpo todo às cores. Muito divertido.

Hoje fomos ver elefantes...

Convertidas ao hinduísmo...por 5 minutos

Vejam o filme no link:

sábado, 27 de fevereiro de 2010

To Drive in India...

To drive in India you need 3 things:
good brakes, good horn and good luck
Vejam o vido no link:

Bactéria Indiana: A estadia em Jaipur

Parece que a tal sandocha não foi a melhor ideia que tivemos na vida. Apanhámos a famosa e esperada bacteria indiana, da qual poucos escapam...e a nossa estadia em Jaipur está a ser marcada por isso.

Por isso e por um hotel sinistro onde ficámos as primeiras 2 noites.


Ontem ainda nos aventurámos pela cidade e fomos conhecer o palácio e o centro, mas a noite
foi o culminar do terror da bactéria, febres toda a noite, dores no corpo, um barulho infernal nos corredores do hotel mas eis senão quando nasce o sol e um novo dia começa....


Cambaleamos até ao restaurante onde nos preparávamos para mais um torrada mas já sem muitas forças rendemo-nos à evidência que para a bactéria indiana... só remédio indiano;)

Chamámos um médico, um sr muito indiano e muito querido que nos receitou antibiótico indiano e uma dieta rigorosa! Disse-nos que ficássemos a descansar e nem pensar em passeios...


Pensámos que não podiamos voltar aquele quarto horrivel!
O hotel maravilhoso onde iamos comer estava cheio mas la nos arranjaram um quarto.



Estamos muito melhor e já a remédio indiano.

Com todas estas aventuras decidimos também adiantar a nossa ida para Goa.
Vamos já no dia 1... ja recuperadas da bacteria, esperamos!


Marudhar Express - A viagem de comboio

 
 

20 horas entre Varanasi e Jaipur. A experiência indiana fez-se em primeira classe com ar condicionado.
Perto de nós, na mesma carruagem, viaja um grupo de japoneses e um casal de 60 anos- eram indianos de Jaipur muito queridos.


A viagem de comboio derrotou-nos! Não levámos nada para comer convencidas de que teriamos à nossa espera um manjar na carruagem restaurante. Ao fim de 20 minutos aparece um indiano a perguntar se queremos reservar jantar, claro que sim!
O jantar chegou pouco depois, servido em caixas de aluminio num alguidar imundo.
A fome é negra... Provamos, péssimo intragavel! Para não desfalecer, optamos por comer só o nan que acompanhava a pasta amarela de legumes impossiveis de identificar. Mas a noite ainda era longa e pouco depois da meia noite um miúdo indiano da nossa idade que tinha visto a cena do jantar acordou-nos com uma sandes vegetariana embalada e dentro do prazo! Devorámos!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

As intensas

As pessoas sao muito simpaticas, amaveis, sorridentes, prestaveis, generosas. Uma das partes mais fortes na chegada a Varanasi foi lidar com a proximidade fisica de tudo. As ruas parecem a bica em noite de St Antonio mas com vacas, cabras, bufalos, rickshaws e motas `a mistura.



A rua principal `e uma feira autentica. Vende-se tudo. As pessoas veem ter connosco e oferecem tudo, hotel, rickshaw, restaurante,insenso, seda, tudo o que se lembrarem. No entanto, a desconfianca com que chegamos `e assustadora para no`s proprios. Os pensamentos que nos atravessam a cabeca sao maioritariamente maus e desconfortaveis. Sinto-me atenta a tudo `a minha volta para que nada me escape e nada de mal aconteca. Vejo sempre onde est`a a Teresa para nunca a perder de vista mas no meio de tudo aquilo, escolho dar-lhe a mao para melhor controlar o que se passa `a minha volta. Sao demasiadas coisas. Animais, cocos,pessoas, criancas a pedir, couves e frutas, lixo, xixi, agua suja, lama,pessoas caidas no chao, rickshaws que passam a abrir.



No dia seguinte ja vinhamos mais confiantes. Percebemos que as pessoas todas nao estao ali para nos fazer mal e nao ha razao para ter qualquer medo.
Depois de assimilado o processo a sensacao que temos `e que somos pessoas horriveis! desconfiadas! parece que chegamos com a alma amarfanhada, como se nos tivessem feito mt mal na vida...
Como `e possivel desconfiar de tudo e de todos se eles nao estao a fazer o mesmo comigo e eu certamente pareco mais uma ameaca que eles. que horror! que falta de humanidade!


A Guest is God


Esta frase disse-nos o Abbey para justificar o facto de querer pagar tudo quando est`a connosco.
Ai nao `e por sermos mulheres???  Ok! entao aceitamos! (feitiozinho...)

Nascer do sol em Varanasi


dia 23
A madrugada estava muito fria quando entramos no rickshaw rumo a main gatt onde o barco nos esperava.
As ruas, embora mais silenciosas e vazias que o habitual tEm sempre gente. E qd alguem quer cantar, nada a impede, nem ninguem se incomoda. Om namaha  Shivaya, Om namaha  Shivaya e la vao eles.
Uma vaca, das muitos com que nos cruzamos (e convivemos), faz xixi. Parece uma torneira de agua quente.
As pessoas que passam tocam no xixi e benzem-se com ele. Babu, o miudo que anda sempre connosco, diz que ha quem o beba logo pela manha, para purificar.
 

















Ontem ao fim da tarde assistimos `a cerimonia na Main Gatt, `E um espectaculo lindo de se ver, intenso como tudo o que se ve nesta cidade. `E impressionante pensar que o repetem todos os dias, sempre da mesma fora.

O Ganges, que para nOs `e uma piscina de bacterias e doencas, para onde sao atiradas as vacas que morrem, os restos mortais das pessoas juntamente com todo o lixo, esgoto que houver, para eles `e sagrado e tomar banho la `e para muitos o sonho de uma vida. Viajam toda a India para vir tomar banho aqui.

VARANASI

 

Listen to everybody, believe only yourself

Ja tinhamos ouvido falar muito sobre esta cidade que simboliza tudo o que ha de mais sagrado para os indus. Todos querem vir morrer aqui, ser cremado nos enormes crematorios em cima do ganges e que as suas cinzas sejam atiradas ao rio. Respira-se morte, mas nao `e isso que se vive. A experiencia desta cidade `e sentida a cada segundo com uma intensidade que a principio nos `e arrancada a ferros.


dia 22
Comecei o dia sem conseguir perceber bem o que me rodeava. Esperava-me a maior surpresa de todas: enfrentar mais uma vez o desconhecido. Varanasi `e labirintico. Assim que se sai da margem do rio ou da Main Gatt entra-se num sem fim de pequenas ruelas, tao estreitas que deixamos de ver o ceu. Comecei o dia sem conseguir comer e acabei o dia a provar a melhor sopa que alguma vez comi: creme de cenoura com gengibre e manjericao.
A transformacao ao longo do dia foi o processo de interiorizacao da frase: Listen to everybody, believe only yourself!

PARABENS MEU KIDO!

 
  
  
  
  
 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

até na Índia...

school boys

Juventude! Vou mudar-me para ca. Esta decidido. Eles adoram pessoas brancas... e entao decidem, assim a minha frente, sem qualquer pudor... que eu tenho que ser uma estrela de bollywood! Claro que os 3 jovens que me acompanham (Teresa incluida) gozam o prato...muito simpaticamente e conhecendo profundamente as minhas aspiracoes enquanto actriz, incentivam todo e qualquer cromo (sim, cromo!), a exprimir as suas intencoes.

bom...
aguenta e resiste!
Nao ha palavras para descrever tudo isto. Ontem chegamos muito tarde e a Teresa e eu fomos jantar e sair com Jorginho e Abbey. Eles levaram/nos a uma zona genero Restelo de Bombaim, a um restaurante e bar muito giro. Muito boa a conversa e as diferentes perspectivas desta realidade. Enquanto a nossa cabeca tenta digerir, dar forma e sentido a tudo o que vemos, a experiencia deles ajuda/nos a montar o puzzle.
Durante o dia fomos ao centro de bombaim e parece o haiti. basicamente. Nao ha palavras. Mas tb nao e uma tristeza. E dificil de definir o que vemos.

Por um lado a pobreza dramatica em que vivem parece/nos desumano totalmente, mas ao mesmo tempo ha um conformismo, uma aceitacao, uma paz. nao sei. Sinto que ainda e cedo para ter respostas. Para ja crescem perguntas na minha cabeca. e so isso.

Vou, desalca, tal como estou, aceitar o almoco que nos prepararam.

Beijos a todos.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

BOMBAÍM

Esta semana está a ser uma correria, só hoje conseguimos tempo para dar notícias a todos!
Esta primeira semana é de trabalho...por isso não há tempo para mais nada...nem para escrever profundas e intensas considerações sobre tudo o que estamos a viver e sentir...

Juhu

Outro amigo, o rei do asfalto!

Sem título

O primeiro amigo pequenino

Dia 1 - by Teresa


Acordamos em Lisboa, pequeno almoço na Portela. Avião nº1… Próxima paragem: Madrid.
Almoço em Barajas e… Avião nº2.
Meio da tarde aterramos em Zurich num aeroporto cujo nome jamais pronunciarei. Visitamos a cidade passeamos.
Discutimos detalhes do trabalho que queremos fazer. Acertamos agulhas e agendas… Na produção a única certeza que temos é a ambiguidade indiana;)
São 4:34 hora Suíça. Dentro de pouco tempo começa a última etapa da viagem a que nos vai levar finalmente a tão ansiada Mumbai.

PS: toca pela 5ª vez Warick Avenue – Duffy all night long.
you think you’r loving but U don’t love me. I want to be free baby you’ve heard me!

Mais uma pequena nota sobre Zurich, um café pode custar até 9€ no Starbucks. O que, segundo a P., se pensarmos bem como vem com a dormida incluída até nem é caro.

O princípio


15 de Fevereiro – 01:37h
Acordámos naturalmente às 4:00h,finalmente no dia em que tinhamos de facto que acordar perto dessa hora. A semana que acabou foi provavelmente a semana mais stressante dos últimos tempos. Incontáveis, intermináveis problemas e desafios que apareceram. Os preparativos da viagem que não acabavam. O stress acumulado que nos desordenou o sono ao ponto de passarmos toda a semana com insónias.
Bom, finalmente é dia 14 de Fevereiro, o despertador ainda não tocou mas falta só uma hora. A sensação de deixarmos o Gandhi 1 mês sozinho parte-nos o coração. Ele não faz ideia mas sente o stress em que estamos, a preparação de malas e de combinações onde ele não está incluído e a nós isso custa-nos. Banho tomado, malas fechadas, passaporte, carteira, cartões, tudo guardado, o taxi chegou. A viagem à Índia acaba de começar.

Chegámos ao aeroporto às 06:30h como combinado. Encontramos a P. assim que saímos do taxi, com um sorriso na cara e óptima disposição. Está imenso frio. Entramos. Vamos fazer o check-in, tomar o pequeno-almoço, não tarda estamos em Madrid. Tomo 3 Valdispers – para não ser consumida pela ansiedade do voo. Por sorte a Teresa e eu ficamos nos lugares da frente junto à hospedeira e comissário de bordo. A conversa deles é animada. Um deles foi chamado por uma senhora que com algum receio perguntava “estes barulhos são normais?” eles riam entre eles mas para mim aquela pergunta fazia tanto sentido. Não é possível tanto plástico a bater. Da pergunta da senhora a conversa dos dois descambou para os sustos que já tinham apanhado em aviões e aí a Teresa não aguentou e disse-lhes “Desculpem, ela tem imenso medo e a vossa conversa não está a ajudar nada. Dá para falarem de outra coisa?!” Eles riram-se e começámos a falar sobre isso. Aviões, medos, fobias, etc. A calma, naturalidade e normalidade na atitude deles fez-me ter quase vergonha do meu pânico e interiormente decidi que não era possível começar este mês intenso de 12 viagens de avião pela frente consumida pelo pânico horroroso com que tenho lidado com aviões. Não vou ter medo. Não faz sentido. Acidente é isso mesmo, um acidente, não há nada que eu possa fazer. A estatística diz-me que é mais provável ter um acidente de carro e eu de carro não tenho medo, isto é tudo psicológico, o medo come a alma e eu quero a minha intacta. Acabou.

Em Madrid a estadia foi curta. Deu para almoçar, para nos enganarmos no terminal e fazermos o mesmo caminho de autocarro 2 vezes. O resto do tempo foi em check-ins, abrir e fechar malas, fotografias da P., ler e avião. A experiência da Swiss Air. Não sei se estava sugestionada pela decisão anterior mas entrei no avião da Swiss Air (que mudou de nome para Swiss mas a mim ainda não me apetece) e tive uma sensação que não tinha desde há muito tempo. Sensação de Segurança. O avião com óptimo aspecto, a tripulação também com ar experiente e competente. Os plásticos não batem ainda por cima. Que bom. E com esse pensamento e o imenso sono do cansaço já a pesar, adormeci ao colo da Teresa nas 3 cadeiras a que tivemos direito. Acordo em sobressalto, o que em mim é o prato do dia e é-nos servida uma maravilhosa sandes de atum e sumo de laranja. O século XXI para além da insegurança nos aviões trouxe-nos o fim do luxo que significava andar de avião. Comer uma boa refeição a bordo e aqui estava ela de volta. Para melhorar ainda mais a boa onda do voo, a Teresa abre a janela e vemos a paisagem mais espectacular que já vi de um avião. Os Alpes Suiços cobertos de neve. Lindos. Um sol radioso e nuvens muito abaixo da altura das montanhas. Lindo, lindo, lindo. Juntámo-nos ao B. e à P. para juntos vermos aquela maravilha da natureza. Chegámos a Zurique às 05h00. As malas grandes vão directas para Bombaím, temos só as mochilas connosco. Estão -10ºC, vestimos todas as camisolas que tínhamos. São poucas. Está um frio de rachar. Na mesma, investimos num cacifo que nos tira o peso dos ombros, literalmente e vamos até ao centro da cidade, conhecer, ver neve, beber um chocolate quente. Apanhamos o comboio para Zurich HB e decoramos que aeroporto se diz – Flughafen, para podermos voltar. Os Suiços não primam pela simpatia, nem pelo inglês. Não é fácil, mas lá conseguimos.
Horas mais tarde, de volta ao Flughafen, procuramos o melhor sítio para nos instalarmos. Cadeiras confortáveis num qualquer sítio quente. Com ajuda de um senhor das limpezas, descobrimos os sofás da starbucks. Vazios, confortáveis, quentes, só para nós. A noite é tão comprida. Durmo, acordo, volto a adormecer, a acordar e ainda são 02h00 da manhã. Sem-abrigo locais fazem o mesmo que nós e vagueiam pelo aeroporto. O melhor aeroporto para dormir, a alterar apenas a música que está demasiado alta e a luz que já desaparecia.
Faltam 5 horas para o check-in, pequeno-almoço e o voo da Swiss Air com destino a Bombaím onde chegaremos à noite.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010


   Let's go!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010