quarta-feira, 10 de março de 2010
Encontrámos as tais especiarias!!
Madalena, Mariana e restantes bebés... as tias encontraram as famosas especiarias que os Portugueses levavam para o resto do mundo...
Vejam bem se é isto...(tb podemos levar um bocadinho)!!
terça-feira, 9 de março de 2010
PARABENS MANA VELHA
Eram 5 da manha em Portugal... e ja estavamos nos a cravar a areia com muitos parabens para ti.
Diverte-te muito com as gordinhas e johnny e domingo celebramos juntas os teus 35 anos!
Hoje prometemos passar o dia em pensar em ti! Love you
sábado, 6 de março de 2010
Post-al para Vera e Gonzo
Depois de uma semana dificil em Bombaim reencontramo-nos os 3 em Goa. Nao sei se estamos so os tres porque de alguma maneira voces estiveram sempre presentes. Gostavamos que partilhassem um bocadinho deste paraiso que encontramos pela mao do Jorginho: praias secretas, desertas, restaurantes e tabernas indianas maravilhosas, campos de arroz que acabam no por-do-sol...
Infelizmente o Jorginho e o George ja tinham viagem marcada para o Kerala, por isso so partilhamos 1 dia e meio em Goa. Soube a pouco... mas valeu a pena!
YOGA
A aulas de yoga estao a ser maravilhosas. Cada dia conseguimos esticar um bocado mais os musculos, ter mais equilibrio e concentracao. Ontem um dos exercicios era fazer a ponte. Tao simples pensamos nós..toda uma infancia a fazer a ponte, nao pode ser muito dificil...eu lembro-me de andar e tudo... Esquece, impossivel! A cabeca parece que pesa toneladas e nao descola do chao. Que horror. Os braços nao tem mais força que isto! O professor olha paciente e comenta:`e só o teu proprio peso!
E nós pensamos: pois! precisamente! Enchemo-nos de força (isto, embora a comunhao seja muita, foi em momentos diferentes, no entanto foi parecido o suficiente para utilizar o plural!), e zuca ca pra cima. Conseguimos! iupi!!
Os nossos coleguinhas sao altos cromos, ficam horas a fazer o pino e nós meias trapalhonas, la vamos fazendo o que podemos!
O Shivanand (Nando...como carinhosamente o tratamos), parece enviado do ceu especificamente para nós. Diz-nos basicamente tudo o que precisamos de ouvir, aprender, interiorizar. Saimos da aula sempre renovadas e cheias de força.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Bom dia
Hoje o pequeno-almoco teve um episodio muito engracado, so podia acontecer na India. Para quem nao sabe e sem querer fazer muita inveja, o pequeno-almoco e sempre tomado numa das cabanas da praia em cima da areia a olhar para o mar.
Bom, estavamos nos nesse ritual quando 2 criancas, uma com 13 outra com 10, mas com aspecto bem mais pequeno, chegam a praia. Carregadas com umas cordas e canas, que nao se percebia muito bem para que serviam e comecaram a montar uma especie de tenda...mas so a estrutura!
A pequenina e que faz quase tudo, puxa a corda, martela as estacas, endireita a estrutura... e nos continuamente a olhar sem perceber o que ia sair dali.
Montada a estrutura, a miuda mais pequena sobe, sabe Deus como, para cima da estrutura periclitante e comeca a andar em cima da corda enquanto a outra ca em baio toca um tambor, criando suspense para o numero. Fazem 4 ou 5 numeros, com prato na cabeca, de joelhos, em pe e muito rapidamente desmontam a barraquinha, recolhem dinheiro e la vao elas.
..e assim se vive na India
Bom, estavamos nos nesse ritual quando 2 criancas, uma com 13 outra com 10, mas com aspecto bem mais pequeno, chegam a praia. Carregadas com umas cordas e canas, que nao se percebia muito bem para que serviam e comecaram a montar uma especie de tenda...mas so a estrutura!
A pequenina e que faz quase tudo, puxa a corda, martela as estacas, endireita a estrutura... e nos continuamente a olhar sem perceber o que ia sair dali.
Montada a estrutura, a miuda mais pequena sobe, sabe Deus como, para cima da estrutura periclitante e comeca a andar em cima da corda enquanto a outra ca em baio toca um tambor, criando suspense para o numero. Fazem 4 ou 5 numeros, com prato na cabeca, de joelhos, em pe e muito rapidamente desmontam a barraquinha, recolhem dinheiro e la vao elas.
..e assim se vive na India
Os dias em Goa
No terceiro dia no paraiso conhecemos o Shivanand, professor de yoga. Comecamos a ter aulas com ele todos os dias logo as 7h30 da manha e ao fim da tarde, mesmo antes do por do sol, numa tenda de palhinha na praia. Estao a ser as melhores aulas da nossa vida.
A aula e de uma 1h30. Comeca com um exercicio de respiracao, depois e yoga puro e duro e acaba com uma meditacao. O unico barulho que se ouve e o das ondas do mar e quando chega a parte da meditacao o sol ja esta tao baixo que entra directamente na tenda. Quando saimos ja sao 6 da tarde, o sol ja e uma bola cor-de-laranja linda e vamos dar um mergulho neste mar quente: e optimo!
A praia onde estamos tem turistas mas poucos por isso esta sempre vazia. A maior parte sao hippies. O ambiente e optimo, super descontraido, cada um na sua. Fizemos um acordo com o que toma conta dos nossos bungalows e sempre que queremos aluga/nos uma mota por 200 rupias (3,20euros).
Temos acordado todos os dias uma sensacao de agradecimento profundo por estes dias.
Paraiso por uma pena
Tudo o que queriamos era uma praia de sonho , de preferencia com coqueiros e se possivel com pouca ou nenhuma gente. Em Goa encontramos isso tudo misturado com a boa onda indiana e com paisagens maravilhosas intocadas em multi tons de verde. Acho que sentimos paz pela primeira vez em muito tempo. Paz, tranquilidade, relaxe, espaco para pensar, meditar... tudo o que precisavamos. Em Goa sentimo-nos em casa.
quarta-feira, 3 de março de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Happy Holi with Delhi belly
Para despedida de Jaipur fomos festejar um bocadinho o Holi.
O Holi é uma das maiores festas em toda a Índia. O país pára. Celebra-se o princípio da primavera a atirar pó colorido a quem passe, amanhã é que é o dia do Holi, mas as festas começam dias antes.
No chão, por toda a cidade vêem-se restos de pó azul, cor-de-rosa, amarelo e grande parte das pessoas tem a cara e corpo todo às cores. Muito divertido.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
To Drive in India...
To drive in India you need 3 things:
good brakes, good horn and good luck
good brakes, good horn and good luck
Vejam o vido no link:
Bactéria Indiana: A estadia em Jaipur
Parece que a tal sandocha não foi a melhor ideia que tivemos na vida. Apanhámos a famosa e esperada bacteria indiana, da qual poucos escapam...e a nossa estadia em Jaipur está a ser marcada por isso.
Por isso e por um hotel sinistro onde ficámos as primeiras 2 noites.
Por isso e por um hotel sinistro onde ficámos as primeiras 2 noites.
Ontem ainda nos aventurámos pela cidade e fomos conhecer o palácio e o centro, mas a noite
foi o culminar do terror da bactéria, febres toda a noite, dores no corpo, um barulho infernal nos corredores do hotel mas eis senão quando nasce o sol e um novo dia começa....
Cambaleamos até ao restaurante onde nos preparávamos para mais um torrada mas já sem muitas forças rendemo-nos à evidência que para a bactéria indiana... só remédio indiano;)
Chamámos um médico, um sr muito indiano e muito querido que nos receitou antibiótico indiano e uma dieta rigorosa! Disse-nos que ficássemos a descansar e nem pensar em passeios...
Chamámos um médico, um sr muito indiano e muito querido que nos receitou antibiótico indiano e uma dieta rigorosa! Disse-nos que ficássemos a descansar e nem pensar em passeios...
Pensámos que não podiamos voltar aquele quarto horrivel!
O hotel maravilhoso onde iamos comer estava cheio mas la nos arranjaram um quarto.
Estamos muito melhor e já a remédio indiano.
Com todas estas aventuras decidimos também adiantar a nossa ida para Goa.
Vamos já no dia 1... ja recuperadas da bacteria, esperamos!
Marudhar Express - A viagem de comboio
20 horas entre Varanasi e Jaipur. A experiência indiana fez-se em primeira classe com ar condicionado.
Perto de nós, na mesma carruagem, viaja um grupo de japoneses e um casal de 60 anos- eram indianos de Jaipur muito queridos.
A viagem de comboio derrotou-nos! Não levámos nada para comer convencidas de que teriamos à nossa espera um manjar na carruagem restaurante. Ao fim de 20 minutos aparece um indiano a perguntar se queremos reservar jantar, claro que sim!
O jantar chegou pouco depois, servido em caixas de aluminio num alguidar imundo.
A fome é negra... Provamos, péssimo intragavel! Para não desfalecer, optamos por comer só o nan que acompanhava a pasta amarela de legumes impossiveis de identificar. Mas a noite ainda era longa e pouco depois da meia noite um miúdo indiano da nossa idade que tinha visto a cena do jantar acordou-nos com uma sandes vegetariana embalada e dentro do prazo! Devorámos!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
As pessoas sao muito simpaticas, amaveis, sorridentes, prestaveis, generosas. Uma das partes mais fortes na chegada a Varanasi foi lidar com a proximidade fisica de tudo. As ruas parecem a bica em noite de St Antonio mas com vacas, cabras, bufalos, rickshaws e motas `a mistura.
A rua principal `e uma feira autentica. Vende-se tudo. As pessoas veem ter connosco e oferecem tudo, hotel, rickshaw, restaurante,insenso, seda, tudo o que se lembrarem. No entanto, a desconfianca com que chegamos `e assustadora para no`s proprios. Os pensamentos que nos atravessam a cabeca sao maioritariamente maus e desconfortaveis. Sinto-me atenta a tudo `a minha volta para que nada me escape e nada de mal aconteca. Vejo sempre onde est`a a Teresa para nunca a perder de vista mas no meio de tudo aquilo, escolho dar-lhe a mao para melhor controlar o que se passa `a minha volta. Sao demasiadas coisas. Animais, cocos,pessoas, criancas a pedir, couves e frutas, lixo, xixi, agua suja, lama,pessoas caidas no chao, rickshaws que passam a abrir.
No dia seguinte ja vinhamos mais confiantes. Percebemos que as pessoas todas nao estao ali para nos fazer mal e nao ha razao para ter qualquer medo.
Depois de assimilado o processo a sensacao que temos `e que somos pessoas horriveis! desconfiadas! parece que chegamos com a alma amarfanhada, como se nos tivessem feito mt mal na vida...
Como `e possivel desconfiar de tudo e de todos se eles nao estao a fazer o mesmo comigo e eu certamente pareco mais uma ameaca que eles. que horror! que falta de humanidade!
A rua principal `e uma feira autentica. Vende-se tudo. As pessoas veem ter connosco e oferecem tudo, hotel, rickshaw, restaurante,insenso, seda, tudo o que se lembrarem. No entanto, a desconfianca com que chegamos `e assustadora para no`s proprios. Os pensamentos que nos atravessam a cabeca sao maioritariamente maus e desconfortaveis. Sinto-me atenta a tudo `a minha volta para que nada me escape e nada de mal aconteca. Vejo sempre onde est`a a Teresa para nunca a perder de vista mas no meio de tudo aquilo, escolho dar-lhe a mao para melhor controlar o que se passa `a minha volta. Sao demasiadas coisas. Animais, cocos,pessoas, criancas a pedir, couves e frutas, lixo, xixi, agua suja, lama,pessoas caidas no chao, rickshaws que passam a abrir.
No dia seguinte ja vinhamos mais confiantes. Percebemos que as pessoas todas nao estao ali para nos fazer mal e nao ha razao para ter qualquer medo.
Depois de assimilado o processo a sensacao que temos `e que somos pessoas horriveis! desconfiadas! parece que chegamos com a alma amarfanhada, como se nos tivessem feito mt mal na vida...
Como `e possivel desconfiar de tudo e de todos se eles nao estao a fazer o mesmo comigo e eu certamente pareco mais uma ameaca que eles. que horror! que falta de humanidade!
A Guest is God
Esta frase disse-nos o Abbey para justificar o facto de querer pagar tudo quando est`a connosco.
Ai nao `e por sermos mulheres??? Ok! entao aceitamos! (feitiozinho...)
Nascer do sol em Varanasi
dia 23
A madrugada estava muito fria quando entramos no rickshaw rumo a main gatt onde o barco nos esperava.
As ruas, embora mais silenciosas e vazias que o habitual tEm sempre gente. E qd alguem quer cantar, nada a impede, nem ninguem se incomoda. Om namaha Shivaya, Om namaha Shivaya e la vao eles.
Uma vaca, das muitos com que nos cruzamos (e convivemos), faz xixi. Parece uma torneira de agua quente.
As pessoas que passam tocam no xixi e benzem-se com ele. Babu, o miudo que anda sempre connosco, diz que ha quem o beba logo pela manha, para purificar.
Ontem ao fim da tarde assistimos `a cerimonia na Main Gatt, `E um espectaculo lindo de se ver, intenso como tudo o que se ve nesta cidade. `E impressionante pensar que o repetem todos os dias, sempre da mesma fora.
O Ganges, que para nOs `e uma piscina de bacterias e doencas, para onde sao atiradas as vacas que morrem, os restos mortais das pessoas juntamente com todo o lixo, esgoto que houver, para eles `e sagrado e tomar banho la `e para muitos o sonho de uma vida. Viajam toda a India para vir tomar banho aqui.
VARANASI
Ja tinhamos ouvido falar muito sobre esta cidade que simboliza tudo o que ha de mais sagrado para os indus. Todos querem vir morrer aqui, ser cremado nos enormes crematorios em cima do ganges e que as suas cinzas sejam atiradas ao rio. Respira-se morte, mas nao `e isso que se vive. A experiencia desta cidade `e sentida a cada segundo com uma intensidade que a principio nos `e arrancada a ferros.
dia 22
Comecei o dia sem conseguir perceber bem o que me rodeava. Esperava-me a maior surpresa de todas: enfrentar mais uma vez o desconhecido. Varanasi `e labirintico. Assim que se sai da margem do rio ou da Main Gatt entra-se num sem fim de pequenas ruelas, tao estreitas que deixamos de ver o ceu. Comecei o dia sem conseguir comer e acabei o dia a provar a melhor sopa que alguma vez comi: creme de cenoura com gengibre e manjericao.
A transformacao ao longo do dia foi o processo de interiorizacao da frase: Listen to everybody, believe only yourself!
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)



.jpg)

